As Criaturas de Eu Sou a Lenda

Estou longe de criticar o filme. Alias, que filme fodaaaaaa!!

O Tenente Coronel Robert Neville é um dos responsáveis para encontrar a cura de uma doença que está se alastrando na ilha de Manhattan e, em seguida, ao mundo.

Importante lembrar que essa doença é o efeito colateral de um vírus que, inicialmente, seria a cura do câncer.

Robert tem seu cotidiano cronometrado diariamente, ele e sua cadela tem, basicamente, a intenção de encontrar comida e conversar com manequins na locadora, além de caçar infectados para estudos na procura da cura. Ele, por algum motivo, é imune a doença. Ela se alastrou rapidamente pelo ar e contato físico, como mordida. Foi fácil entender que Robert é o próprio responsável pelo vírus ter saído de Nova York, durante o filme, já que sua família estava infectada e refugiada, fora da quarentena e em contato direto com o mundo externo.

Enfim, não vou me delongar muito na excelente atuação de Will Smith e Alice Braga, nem pelo fato de que o ator adotou a cadela depois das gravações do longa, nem o efeito visual e maquiagem dos “zumbis vampiros”. Quiçá o easter egg de Batman vs Superman.

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Cenário pós apocalíptico de Nova York, com a referencia tão comentada sobre um certo filme de super herois da Warner

Vim falar hoje a respeito da diferença entre esses seres, em que a humanidade se transformou.

 

No filme, eles estão mais para uma espécie de zumbis, com uma certa consciência e senso de civilização entre eles e com um força descomunal. Isso, sem falar das suas mandíbulas, que se abrem igual aos endemoniados dos filmes de terror. Eles também possuem cães com os mesmos aspectos, os mesmos que acabam com Sam, a cadela de Robert.

 

Já no livro, estes seres são expressivamente vampiros, com total consciência de seu estado e o raciocínio não afetado faz com que se dialoguem entre eles e com Robert, que durante sua pernoite se trancafia em casa, repleta de armadilhas, alho, espelhos e reforçada nos padrões militares.

Os vampiros, postados no lado de fora da casa, gritam e ofendem Robert, as mulheres mostram seus corpos nus, para que possam instigar sexualmente o virologista a sair da casa e ceder a fúria de seus inimigos.

A cadela Sam aparece ao longo da narração, ela vai se convencendo e dando confiança ao homem que, diariamente, oferece comida cada vez mais próxima de sua casa.

Anna também aparece, é uma humana que possui todas as características de uma “não vampira”, ou seja, ela tem a pele bronzeada, é capaz de ter contato com o sol, espelhos e alho não lhe fizeram “tão” mal e ela quer ajudar. E o mais importante, ela não atacou Robert até a morte.

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A horda de zumbis só vão ao encalço de Robert quando descobrem que a parceira do líder zumbi esta com o cientista.

Agora, temos um terceiro elenco que não foi posto nas telas em 2007. Eles sim, são principais responsáveis pelo título do conto de Richard Matheson. Anna, a personagem que Alice Braga interpretou no filme, é na verdade uma agente a mando de uma nova organização que busca uma civilização totalmente feita de vampiros que não aceitaram sua nova natureza. Eles têm uma força tarefa que, em um único ataque, exterminou todos aqueles vampiros moribundos, instalados na frente da casa de Robert. Entraram na casa do sobrevivente e o levaram para uma exposição dentro da nova cidade vampiresca. Em uma última conversa, Anna explica que foi treinada para resistir ao alho e ao espelho, que a maquiagem ajudou a confundir a respeito do bronzeamento e que sua tarefa era fazer o homem entender sua importância no novo mundo e que não gostaria que a opinião dele fosse a que todos os vampiros merecem ser mortos. Na cabeça desta nova espécie, não fazia sentido eles também serem exterminados e ficar apenas Robert vivo, já que ele era, teoricamente, o único imune na face da Terra. Então, a ideia era acabar com a espécie de Rober, já que esta era uma ameaça para a nova “maioria”. Robert era então uma especie em extinção e, apesar de ninguém ter a intensão de preservar, ele era a lenda que se diziam mundo a fora.

Eu Sou a Lenda foi escrito em 1954 e é uma das mais importantes obras de ficção científica da era moderna e hoje está sendo distribuído pela Editora Aleph (que ainda não nos deu nenhum mimo para podermos falar bem a verdade sobre seu excelentíssimo trabalho). A obra teve, além do filme de 2007, mais duas adaptações, uma em 1964, Mortos que Matam, estreando Vincent Price como Robert e também em 1971, chamada A Última Esperança da Terra, com Charlton Heston.

E alguém aqui presente também leu o livro e quer deixar sua opinião. Então nos deixe seu comentário.


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Rafael Peregrino

Musica, filmes e livros me definem. Um violão, um café, um papel e uma caneta me descrevem. Mas quem eu amo pode sempre dizer mais de mim Do que eu mesmo