PARASITA (2019) – ANÁLISE TÉCNICA

JESSICA, FILHA ÚNICA, ILLINOIS CHICAGO
COLEGA KIM JIN-MO, ELE É SEU PRIMO.

 

Produzido em 2018 e lançado em maio de 2019, venceu quatro das seis indicações ao Oscar de 2020. Incluindo os cobiçados Melhor Filme e Diretor. Virou Trending Topics por meses e teve CENTENAS de vídeos no Youtube, dissecando e explicando os conceitos estabelecidos na alegoria da guerra entre classes sociais. Com tudo isso, eu paro e penso: O que temos ainda para falar sobre Parasita?

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“Estou pronto para beber essa noite”. Palavras do diretor Bong Joon Ho ao receber a terceira, das quatro, estatuetas do Oscar

Parasita, filme sul-coreano de gênero drama/suspense, de roteiro e direção de Bong Joon-ho, mostra o jovem Kim Ki-woo e sua família em estado de extrema pobreza nos subúrbios de uma metrópole. Sua vida se resume em “vender o almoço para comprar a janta” até que, um amigo de sala de aula oferece (além de uma pedra exotérica e, supostamente, mística) um emprego temporário, o substituindo como professor de inglês de uma jovem garota, filha mais velha de uma família abastada financeiramente.

 

Enquanto o resto da família, continua em suas rotinas de miséria e necessidade, o Jovem Kim “sobe” na vida, de maneira metafórica e literal, pois a cidade é apresentada por uma perspectiva que a faz uma imensa escala vertical onde, acima de tudo e de todos, reside a família Park e lá em baixo, bem embaixo, abaixo até mesmo do nível mais baixo, está a família Kim. O rapaz, ao informar seu nome para a Senhora Park, é batizado por ela como Kevin, dando a impressão de que, a partir daquele momento, torna-se propriedade de sua senhoria, sendo batizado com um nome mais simples, ou até mesmo mais “americano”. Talvez isso seja uma ferramenta que o diretor Bong usou para deixar mais internacional seu filme. O deixando mais simpático e ocidental.

 

O recém denominado Kevin conhece a casa e seus integrantes, a começar pela governanta, o filho caçula e, enfim, a jovem garota Da-hye, aluna de seu amigo. O que acontece a partir daqui pode ser resumido em dois atos, Kevin quebra a promessa que fez ao amigo, de não se relacionar emocionalmente com a aluna e, a presença de um filho mais novo e impulsivamente enérgico cria a oportunidade de trazer também sua irmã para o quadro de funcionários da família, comentando com a Senhora Park sobre uma colega que atua como professora de arte e que pode ajudar com o pequeno Da-song. Seu nome é Jéssica, filha única, que estudou em Illinois – Chicago.

 

Kim Ki-Jung é a jovem irmã que, junto ao seu irmão,  usam compasso rítmico para decorar o background da nova identidade na frente da casa gigantesca. Agora, como Jessica, Ki-Jung têm a oportunidade de mentorear a criança da casa dos Park em suas habilidades artísticas e, logo ela percebe que pode evoluir isso para uma Arte-Terapia e cobrar mais caro pelo acompanhamento do menino. Ao aceitar a carona oferecida pelo chefe da casa, o Sr Park, Jessica é levada pelo motorista da família, que não perde a oportunidade de conhecer melhor a moça e tentar impressioná-la com o carro, que nem é dele. Nisso, surge para ela, a oportunidade de derrubar o nome do motorista e colocar seu pai no lugar, deixa sua calcinha no carro com a esperança de que isso possa ser usado a favor deles. Resumindo a ópera, o motorista sai e o Sr. Kim Ki-Taek assume o posto. Depois, com muita estratégia e sem compaixão nenhuma, a Governanta é substituída pela mãe, Chung Sook e enfim, todos os funcionários da casa agora são a família Kim, os Park por sua vez, nem se dão conta que renovaram por completo o pessoal que trabalha amando deles. E assim se estabelece um dos muitos motivos que é dado ao filme, o nome de parasita.

 

PA-RA-SI-TA.
adjetivo de dois gêneros e substantivo masculino
Biologia: diz-se de ou organismo que vive de e em outro organismo, dele obtendo alimento e não raro causando-lhe dano.

Dicionário Oxford Languages

 

Bong Joon-ho é diretor e roteirista desta obra, seus antigos trabalhos abordaram de certa forma, personagens indefesos e oprimidos. O Expresso do Amanhã (2013) também brinca com classes sociais dentro de um trem que percorre, ininterruptamente, a superfície de um planeta Terra tomado por uma era glacial de um futuro pós-apocalíptico. Os vagões são ordenados pela ordem financeira da tripulação onde os primeiros regozijam em abundância enquanto os últimos vagões sofrem com a fome e decadência sanitária, porém o combustível que move a locomotiva vem desse povo humilde que ocupa o final da cadeia alimentar, sem que os mais favorecidos saibam ou tenham um mínimo de interesse por isso. Okja (2017) é uma produção Netflix e trata de um animal gerado em laboratório para ser grande, saudável, de fácil reprodução e deliciosamente saboroso, já que toda a fauna que um dia forneceu sua carne, pele e leite, sofre de extinção e a necessidade do ser humano de consumir um ser vivo é maior que a compaixão pelo mesmo, um retrato sobre a barbárie que é a industrialização da carne e a desumanidade da produção em massa de animais de corte, estes são também os oprimidos e explorados por uma raça superior e predatória. O Hospedeiro (2006) retrata médicos despejando Formol no esgoto, tendo consciência de que o sistema de saneamento levaria o composto químico a rios e oceanos e nem imaginando que isso poderia criar seres mutagênicos e aniquiladores. A mensagem é que qualquer coisa jogada nos esgotos é levada ao oceano, mas não nos importamos com isso pois não vemos a consequência de nossos feitos e é necessário monstros marinhos para entendermos que somos responsáveis pelo lixo que geramos.

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Kyung-Pyo Hong é diretor de fotografia da obra e também já trabalhou com Bong em O Expresso do Amanhã e Mother – A Busca Pela Verdade (2009), e suas ideias são colocadas em tela de maneira bem sucinta. Em Parasita, Hong apresenta o coletivo amontoado no enquadramento da câmera quando trata de retratar a família pobre, dando a impressão de poluição visual e desorientação, mas deixa um personagem por vez em cena, quando retrata a família rica. Dando a sensação de solidão, mesmo quando próximos. Outra assinatura em Parasita é a divisão das classes por linhas invisíveis, e o panorâmico plongée e contra plongée utilizado para ilustrar a visão superior ou inferior (respectivamente) da realeza social e plebitude. Em Expresso do Amanhã, sempre mostram segundos e terceiros planos do fundo do trem e o personagem vindo sempre em direção à câmera, para nunca mostrar ao expectador o próximo vagão, sendo este, uma realização mais rica da anterior, sucessivamente. Quando estamos entre os últimos vagões a câmera passa entre corredores apertados e claustrofóbicos, mas ao caminho dos primeiros blocos, o lugar torna-se mais espaçoso, com janelas e claridade. Mesmo assim, Hong apresenta as animações em CGI do trem em movimento para sempre nos lembrar que, apesar do truque de câmera, os vagões possuem todos o mesmo tamanho.

 

Lee Ha-Jun é o diretor de Artes de Parasita e concorreu a estatueta do Oscar com o trabalho no filme, esteve junto a Bong também em Okja, mas fez outros trabalhos passados como A Empregada (2010) e Haemoo (2014). Lee ainda não têm uma assinatura artística que o destaca, ele trabalha muito com os diretores para captar os conceitos e materializar as ideias dos pensadores. Em cada um dos filmes de Bong, Lee usou conceitos diferentes na produção, Okja foi um experimento de cenários, onde foi necessário entender sobre habitats naturais de um animal como aquele e uma metrópole subdesenvolvida para uma garota, como a protagonista Mija, viver. Em Parasita, o grande desafio foi a casa da família Park, o diretor passou o que gostaria de ter para filmar seu filme, um cenário amplo, claro, com vidros e jardim bem grande. Na cabeça de Lee, o imóvel se mostrou como blocos de LEGO encaixados ou, ainda mais lúdico, uma peça de Tofu que, quando cortado, alguns cubos permanecem de pé e outros, caem. Montando assim, um gabarito para uma planta de uma casa tal qual, vista em tela.

 

Voltando ao contexto do filme, quando a governanta e o resto dos empregados já foram demitidos e os Park resolvem passar um período em férias familiar. Os Kim decidem ter uma vida de magnata, usando todos os recursos que seus patrões deixam à disposição na casa, como banheira, comida e outros móveis de conforto e luxo. Nisso, durante o início do que seria uma grande chuva na cidade, Chung-Sook, a antiga governanta, aparece na portaria solicitando o acesso à casa e, quando cedido, vai direto e quase sem nenhuma explicação para a despensa, no andar subterrâneo para consolar seu marido, acomodado num bunker secreto da residência. Geun-Se estava escondido há alguns anos dentro daquele bunker e sua visão sobre a família Park era de total gratidão, respeito e admiração pelo provedor da casa (e seu também, por consequência), o gesto de retribuição ao Sr. Park era simples, os interruptores da escada de entrada à casa eram ascendidos em sequência com pancadas e usando sua própria cabeça. O ato demonstrava auto flagelo pela inferioridade de seu ser diante a grandiosidade do pai de família e dono do lar. Descobrimos aqui, que Geun era o famoso fantasma que atormentou o passado do menino Da-song tempos atrás, o que acarretou num trauma entre o filho e a sua mãe.  

 

Por um descuido, Chung-Sook descobre que os quatro empregados estão todos juntos, mas fica a mercê deles por estar em menor número, a família decidem então humilhar, chantagear e trancafiar o casal naquele bunker, para que aprendessem a lição de não se aproveitarem de quem já estava sendo (por ironia) aproveitado. Por fim, a chuva atrapalha a viagem da família Park e esta, por sua vez, atrapalha o plano dos Kim, que se encontram numa situação desesperadora contra o tempo para organizar a casa antes da chegada dos proprietários e depois, para sair da mansão sem que eles percebam. Após isso, o maior conflito é a volta para casa no subúrbio, que já nem era mais apresentada no filme. A cada corte que mostravam, eles estavam descendo um novo lance de degraus e andares, descendo até abaixo do nível que a água poderia escoar e, óbvio, inundando o que foi, no início do filme, o único refúgio deles. Essa sequência na chuva foi o maior desafio para os diretores de fotografia e de design de produção no filme inteiro, a ideia era que a cada nível inferior atingido, o fluxo de água era maior, dando ao espectador a sensação de desespero e angústia.

 

PA-RA-SI-TA.
Medicina: diz-se de gêmeo que tira seu sustento de outro quase normal.

Dorland’s Pocket Medical Dictionary

 

Yang Jin-Mo é editor de Parasita e também concorreu ao Oscar. Trabalhou em todas as grandes produções de Bong e em outras  vinte e tantas, desde 2005. Seu estilo é  pouco genérico, tratando não do corte, mas do timing que é usado para encerrar um plano e apresentar um novo, que é mais didático e conservador. Não é usado flashbacks para explicar a estrutura narrativa, inserts também ficam de fora deste filme.  Os planos têm seus tempos e ritmos bem marcados, não há tempo para analisar expressões, longas pausas ou dramatizar uma cena, tudo é jogado em tela entre planos bem enquadrados diálogos e bem escritos, Jin-Mo nos permite entender o filme quando explica os planos usando narrativas paralelas como, por exemplo, quando os Kim articulam o plano de derrubar a imagem soberana da governanta, enquanto eles tramam e dialogam a respeito, o diretor dá ritmo ao filme inserindo os atos planejados juntos aos praticados concluindo os dois como uma peça de ballet, no alto de sua emoção. Isso traz um argumento interessante quando é assistido pela segunda vez seus filmes, notasse outras informações que não eram percebidas na primeira, por conta da quantidade de informações e do tempo justo na edição. Isso tudo é deixado de lado com Invasão Zumbi (2016 e sequência em 2020), onde o ritmo acelerado e frenético foge de um conceito já estabelecido pelo profissional, mas que é totalmente necessário, se tratando do gênero em questão. Sua flexibilidade em trabalhar com dois extremos o faz ser um Montador bem útil para o mercado mundial.

 

A engenharia de som de Parasita ficou por conta de Tae-Young Choi, que teve mais trabalho nas captações do que qualquer outro recurso. Esse não foi o trabalho mais difícil, pois além de Expresso do Amanhã de Bong, Tae trabalhou na mixagem e edição de ficções científicas como Nova Ordem Espacial (2021) e Illang: The Wolf Brigade (2018) e nestes, os efeitos sonoros pediram mais sua atenção. Parasita apresenta um contexto muito simples no som, mas algo sutil que pode ser percebido de seu trabalho é a poluição sonora que, quando estamos no fundo pobre da cidade, carros, bêbados, demais pessoas, animais, tudo faz barulho e, quando estamos na residência dos Park, além de tudo ser múltiplas vezes maior e mais limpo, é também mais silencioso e confortável. O único movimento agitado que temos é na tão esperada festa de aniversário de Da-Song, o filho caçula.

 

Uma noite de chuva, que abalou as estruturas já comprometidas da cidade. Por conta de entulhos de lixos jogados no esgoto, a água não tem mais por onde descer e, consequentemente, sobe. A casa dos Kim, estruturada abaixo do nível da rua, como mencionado no início deste texto, serve de rota de fuga para a enchente e destrói o pouco que tinham, os fazendo irem a um abrigo em um ginásio. Lá, cada um recebe a ligação de alguém da família Kim, sendo convidado para a festa de aniversário do menino (naquele mesmo dia, domingo de manhã), ou sendo chamado para trabalhar com benefício de hora extra. Importante citar nesta parte do texto a irrelevância que é para os empregadores, a vida pessoal dos empregados. O filme deixa claro que a chuva foi benéfica para quem mora na cidade alta, limpando os céus da poluição e deixando o dia claro para uma festa no jardim, o estado de humor da governanta e o mal cheiro do motorista apenas incomodam o bem estar da Sra Park, mas desde que eles façam o que estão sendo pagos para fazer, não interessa mais nada a ela. Durante a festa, o Sr Park até percebe o desconforto do Sr Kim em se vestir de índio para entreter as crianças, mas reforça o fato de que ele está pagando por esse serviço e exige que o motorista, O MOTORISTA, entre na brincadeira como um bom empregado deve fazer. Dinheiro não é o problema para quem o têm, e o diretor Bong deixa claro no filme que, quando pagamos a uma pessoa mais necessitada para ela fazer o que não sabemos ou não queremos fazer traz o sentimento de superioridade de um e dependência de outro, mas facilmente pode ser levado a exploração e manipulação de fatos quando um só paga e outro, só faz.

 

 “Como a história é sobre a família pobre se infiltrando e entrando na casa rica, parece muito óbvio que Parasite refere-se à família pobre, e acho que é por isso que a equipe de marketing ficou um pouco hesitante. Mas se você olhar para o outro lado, pode dizer que uma família rica também é um parasita em termos de trabalho. Eles não podem nem lavar a louça, não podem dirigir sozinhos, então sugam o trabalho da família pobre. Então, ambos são parasitas.” Bong Joon-Ho

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Novamente a pedra exótica é colocada em cena. O jovem Kim a encontra durante o garimpo da casa inundada e resolve, durante a festa de Da-Song, levar ela ao casal trancafiado no bunker, como sinal de paz ou de compaixão. Só não esperava que uma armadilha o colocaria em nocaute, o marido da governanta estava com um laço de aço em mãos, esperando alguém abrir a porta para conseguir sair, a pedra foi usada como arma, que deferiu golpes no garoto ingênuo. Enfim, o que percebo é que toda sorte têm seu custo, pois se formos filosofar sobre o que a pedra pode trazer, ela foi sim, responsável pelas oportunidades de emprego aos Kim, mas que estava caindo em ruínas com tanta indiferença, desgosto e repúdio da parte de seus patrões, pela classe que eles se encontravam. Já a sorte que passa a ser de Geun-Se, ao sair do bunker com a intenção de se transformar no vingador e salvador da família Park, é apagada e se transforma facilmente em antipatia e repulsa pela sua aparência e cheiro. O cheiro, que vira um gatilho para o Sr. Kim, é o motivo pelo seu levante e ataque contra o patrão. O pai vendo a filha e a esposa ensanguentadas, caídas no chão e o filho, inconsciente, sendo levado pela menina Da-Hye (a única que, ao meu ver, não discerne classes sociais), vê em seu patrão sinais de egoísmo e arrogância, quando ele nem dá a mínima importância para os feridos, se preocupando apenas que o levem para o hospital junto com o filho, que desmaiou quando viu o antigo fantasma do porão, agora em sua festa de aniversário. O Sr. Kim joga a chave da Mercedes para o Sr. Park e ela cai embaixo do corpo de Geun-Se, este se humilha e prostra diante do dono da casa que, óbvio, não faz ideia de quem é esse estranho. Seu único objetivo era pegar a chave debaixo do corpo fétido e pestilento que foi necessário tapar o nariz para conseguir. E isso abre os olhos de Kim, que se vê comparado com Geun-Se e não admite mais gestos de humilhação e ataca o Sr. Park pelas costas. Após o assassinato, Kim corre para se enconder no bunker e se transforma na imagem do fantasma do porão, fugindo da responsabilidade de seus feitos, preferindo o isolamento do que a exposição.

 

A cena final do filme pode ser interpretada como um futuro bem sucedido, ou um sonho distante do jovem Kim. Que percebe a presença do pai no bunker quando vê as luzes piscando durante sua vigília noturna a casa. Passados alguns anos, Kim consegue comprar a casa que seu pai se refugia e vira dono da propriedade que tanto arruinou sua família. Segundo o diretor Bong, na condição que o jovem ambicioso se encontrava, ele precisaria trabalhar durante 540 anos para fazer com que aquela cena fosse verdadeira. O que me leva a última e derradeira impressão sobre o filme, a diferença gigantesca de renda que consome a ambição de uns e ganância de outros, destruindo corpo e alma, nos fazendo simples receptáculos de um parasita maior, a classe social. Ela destrói e corrompe sentimentos ingênuos e inocentes. O jovem e imaturo Kim não queria destruir um quadro inteiro de funcionários para colocar sua família naquele lugar, mas as condições que ele se encontrava o levaram a isso e toda a malícia foi crescendo conforme entrava mais um integrante para se beneficiar da ignorância que o dinheiro trazia aos Park. Uma cena que pode ser usada de exemplo é quando o jovem Kim diz a família que quer convidar sua aluna para dançar e um dia, se casar com ela, demonstrando um sentimento puro e singelo, mas que logo se corrompe quando seu pai diz que toda aquela casa será de seus sogros e, logo chegará o dia que será dele. Com isso, vejo um sentimento claro e familiar sobre o cartaz do filme e um ditado brasileiro. O cartaz mostra todos os personagens no jardim da casa com faixas pretas nos olhos, dando a intenção de censura mas que, no Brasil, isso pode ser resumido na frase “quem não vê olhos não vê coração” ou “o que os olhos não veem, o coração não sente”.

 

PA-RA-SI-TA.
Pejorativo: diz-se de ou indivíduo que vive à custa alheia por pura exploração ou preguiça.
Dicionário Didático de Português Dicionário de Termos

Maria Tereza Camargo Biderman

 

Título Parasita
Título Original 기생충
Ano produção 2019
Dirigido por Bong Joon-ho
Estreia no Brasil 7 de Novembro de 2019
Estreia Mundial 30 de Maio de 2019
Duração 132 minutos
Classificação 16 – Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero Drama / Suspense
Países de Origem Coreia do Sul

 

Texto produzido para:

IFPR • Instituto Federal do Paraná
Curso Técnico em Produção de Áudio e Vídeo
Formação de Repertório

 

Rafael Peregrino

Musica, filmes e livros me definem. Violão, café, papel e caneta me descrevem. Me fale um assunto e sempre terei algo a dizer. Fazer as pessoas rirem é o motivo da minha alegria