50 Anos de 2001 – Uma Odisseia no Espaço

Fala Geeks. Seis tão bem?

Hoje, farei três coisas ao caro leitor de meu post:

  • Para quem não assistiu, vou dar motivos para assistir;
  • Para quem assistiu e não gostou, vou tentar que seja dada mais uma chance;
  • E para quem assistiu e gostou, vou lhe preparar para que esteja pronto na próxima discussão.

Hoje, quero falar com vocês a respeito de 2001: Uma Odisseia no Espaço.

 

No próximo dia 29 de Abril será comemorado o 50º Aniversário deste filme que é considerado uma das maiores obras primas de ficção científica na história do cinema.

Para quem ainda não viu, o filme dirigido por Stanley Kubrick é roteirizado em conjunto com ninguém menos que Arthur C. Clarke (se você não sabe quem ele é, aguarde falarmos dele ou vá pesquisar no Google), ele mostra a origem da humanidade e sua evolução como desbravadora espacial, a dependência seguida de conflito com as máquinas e o fim da vida com o início de uma nova geração. Tudo isso ainda é temperado com suposições sobre o cotidiano no espaço (já que ainda não tínhamos muita “bagagem” a respeito de viagens fora da Terra), teorias sobre inteligência extraterrestre e crenças religiosas.

O filme possui abordagens filosóficas sobre o significado de sociedade e consciência, têm uma pegada de suspense e traz para uma discussão mistérios até hoje não solucionados.

Vale a pena ver o filme por diversos motivos, mas não espere cenas de ação e diálogos auto explicativo. O filme é conhecido por ser bem arrastado e com poucas falas.

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O homem cria, a partir de um osso, uma ferramenta e uma arma. Com isso surge a Origem da Humanidade.

 

Para quem já assistiu e não gostou, bem… confesso que não foi minha melhor experiência com filmes na primeira vez que assisti (sim, eu já assisti mais que uma vez). Na bem dá verdade, assisto à prestações, entre um cochilo e outro, isso quando nação avanço as partes mais monótonas. Contudo, o mais incrível disso é que sempre aprendo algo quando vejo, por exemplo, acabei de terminar de ver o filme novamente e percebi que ele, ao ser divido em três atos e com três ambientações diferentes onde o ser humano sempre avança em sua evolução quando toca naquele grande obelisco negro, pode se interpretar ser a presença de Deus ou de um extraterrestre. Mas tive uma visão diferente desse gesto ao captar algo no final do filme. Claro que não vou dizer nada aqui, deixarei minha análise mais técnica em uma matéria repleta de spoiler em um futuro não tão distante. Por hora, sugiro que dê mais uma chance para o LOOOONGAAA Metragem e tente se aprofundar na interpretação do filme, já que é esse o seu intuito, SER INTERPRETATIVO.

Arthur C. Clarke Disse em uma entrevista “Se alguém entender de primeira, eu terei falhado”.

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Uma ponte para as três linhas temporais do filme, o Obellisco Negro é um motivo de curiosidade, medo e admiração para a raça humana. Para o espectador, poderia ser substituído por um grande ponto de interrogação que não faria diferença.

 

Agora, finalmente, essa mensagem é para você, amado Geek Cult, admirador de cinema arte e amante de todo e qualquer filme “cabeça”.

2001 está fazendo cinquenta anos e você pode aproveitar a oportunidade para compartilhar esse post, ou até mesmo dar sua opinião nos comentários abaixo ou em todas as nossas redes sociais. Pois os que realmente gostam deste filme têm certa vergonha ou não admitem que acham ele chato e arrastado, supervalorizam a obra por pura babaquice.

Aceitem, o filme é SIM, chato, arrastado e de difícil compreensão. Mas isso não tira a sua importância na ficção e fantasia espacial. Ele envelheceu muito bem e ainda há coisas que precisam ser discutidas sobre. Uma maneira bem interessante de começar a se munir de informação, é adquirindo a série de livros The Sentinel, Encounter in the Dawn, 2001: A Space Odyssey, 2010: Odyssey Two, 2061: Odyssey Three e 3001: The Final Odyssey.

Para uma maior explicação sobre o filme em si, pode-se ler também Mundos Perdidos de 2001. Tudo isso poderá fazer você entender melhor a mente dos criadores e chegar mais perto do que tentaram transmitir em cada cena. Mas a experiência pode ser a mesma, ou até melhor, com sua própria análise e visão a respeito.

 

É isso, tudo o que poderia dizer de maneira superficial, foi dita. Depende exclusivamente de você se identificar em um dos grupos e refletir sobre o que escrevi.

Parabéns, Stanley e a todos os envolvidos. 50 anos e ainda têm motivos de sobra para poder falar de 2001.

Rafael Peregrino

Musica, filmes e livros me definem. Um violão, um café, um papel e uma caneta me descrevem. Mas quem eu amo pode sempre dizer mais de mim Do que eu mesmo