O Espadachin de Carvão 1 e 2 – Review

Fala Geeeks, estamos aqui para analisar um dois livros de uma só vez. O Espadachim de Carvão e seu incrível universo.

Affonso (com dois F’s) Solano tenta mostrar todo o seu conhecimento POP em um mundo fantasioso e magico, dando pinceladas de referências em lugares, personagens, falas e plots clichês que podemos encontrar em qualquer conteúdo Nerd. Isso, por sua vez, não é algo ruim, O Espadachim de Carvão nos faz voltar as leituras simples e dinâmicas que mostram mundos novos e sem ligação com nossa realidade, pra quem gosta de fantasia pode ser um prato cheio.

Contudo, sua escrita e construção narrativa não me satisfizeram por completo, as cidades e background de personagens ficaram bem superficiais, isso foi – em partes – corrigido na continuação, As Pontes de Puzur, mas por ser tudo novo e muitas vezes fora de nossa compreensão, o que é muito simples na cabeça do “Rei dos Escritores”, se torna vago e incompreensível pra os leitores, é como um mestre da matemática querer nos ensinar uma equação complexa ou um Técnico da Informática nos dizer como solucionou um determinado problema de rede.

Basicamente os dois volumes, lançados pela Editora Leya, contam o caminhar de um garoto de pele totalmente negra no mundo dos mortais, cito assim pois o pele de carvão é filho de um, dos quatro deuses presentes neste mundo, e teve sua infância protegido do exterior sendo criado dentro de casa. Ao sair em sua jornada percebe que está sendo perseguido por motivos ainda não explicado e sua única maneira de sobreviver é encontrar velhos amigos (e confiar nos novos). Sua sequencia já tem como foco o passado, contado sobre a vida de um certo ladrão e nos explicando mais sobre as relíquias magicas que temos neste universo, sendo elas parte da ligação entre os dois personagens.

Mas Adapak e Puzur, protagonistas do primeiro e segundo livro, consecutivamente, são apenas os donos dos olhos que estamos usando para enxergar Kurgala, o mundo incrível e cativante que nos encontramos dentre as linhas. Em um tempo aonde não se criaram o metal e nem descobriram a pólvora, passamos por cidades e continentes, descobrindo que cada um tem seus costumes e lendas, aonde habitantes de várias espécies, tamanho e fisionomias deixam o simples humano bem diminuído e opaco, sem nenhum interesse. As maravilhas deste mundo estão também em uma Grafic Novel, uma animação e futuramente (assim espero) em uma Ópera Rock, financiada coletivamente no kickante.com.br.

Concluo dizendo que, Affonso Solano tem potencial para ser colocado, futuramente, ao lado de Lewis, Tolkien, Adams, Rowling e Martin, isso se as sequencias continuarem a mostrar mais e mais de seu universo e se aprofundar em seus personagens.

 

Nota: 3,90

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Escritor: Affonso Solano

Editora: Leya

Rafael Peregrino

Musica, filmes e livros me definem. Um violão, um café, um papel e uma caneta me descrevem. Mas quem eu amo pode sempre dizer mais de mim Do que eu mesmo