A 5a Onda, vai pros Quintos dos Infernos

Nada poderia me dar mais motivação de publicar novamente em nosso site do que uma bela de uma merda de filme, tentando ser nada mais do que uma boa cagada. Esse é o 5ª Onda, o fardo que pode ficar pendurado por um bom tempo no pescoço de Chloe Grace Moretz.

Fala Geeks, bom cu seis?

Acreditem, não é com alegria e nem com animo que escrevo este post. Muito pelo contrário, escrevo com pesar.

Por ser o primeiro conteúdo que público depois de nosso silencio babilônico, poderia sim, trazer um tema mais bem produzido e com uma abordagem mais atrativa. Mas é que estava com tanta fé em A 5ª Onda e ele, por sua vez, me decepcionou tanto, que resolvi trazer ao nossos amados Nerdezes um aviso, para que não peca seu tempo, caso ainda não assistiu… E um ombro amigo para os que compartilham deste trauma.

Vamos começar com ela, nossa amada e eterna Hit-Girl. Chloe Moretz não parece em nem um único minuto do filme gostar de seu papel, expressões forçadas e atuação sem vontade me fez perceber que: 1 Ou ela era uma garotinha tão acostumada com a merda que era sua vida que fez com que a morte do seu amado pai trouxesse apenas um momento de #chateada e logo depois #todeboa #peideisai. 2 Ou ela realmente poderia ter grandes chances de ser parente de Bella Swan, outra menina sem expressão e vontade de viver, presa em um dilema de triangulo amoroso. Não que Moretz irá ser nossa futura Julianne Moore ou Michelle Pfeiffer, mas ela tem uma pegada diferente que faz o “sem sal” ser bom. Em filmes como Deixe-me Entrar, Se Eu Ficar, Hugo Cabret e até mesmo Carrie, ela fez um bom papel pois estava fazendo algo que gosta, mas confesso que perdi (só um pouquinho) de vontade de assistir Vizinhos 2 por conta dela… não, esquece, tem Seth Rogen e Rose Byrne, melhor casal pra comedia, atualmente.

O resto do elenco também é bom, temos o irmão mais velho de Jurassic World, o garotinho do Grande Hotel Budapeste, e o cara que tentou ser o Dentes de Sabre, em Origins: Wolverine. E cada um citado acima faz suas carreiras (ou o que se diziam ter uma) afundarem no mais profundo mar de merda.

Indo agora para os efeitos visuais e especiais, quando vi a nave dos alienígenas (Isso mesmo, este filme não é de Surf, é de um futuro pós-apocalíptico de invasão alienígena) a minha primeira impressão foi que a aparência era idêntica à nave do Distrito 9, com o passar do filme isso foi ficando cada vez mais certo. Parecem que fizeram um Ctrl C – Ctrl V na CGI da nave, pois todo o resto é drasticamente produzido no Paint, com efeitos que fazem o Castelo RÁ-TIM-BUM ser uma singularidade em Sci-Fi. As naves menores que servem como rastreadores ou o efeito de Raio X que eles tem nos capacetes dos soldados mostram o quanto podem cagar em um filme sem ao menos sentar em um vaso.

E para finalizar, o roteiro… Ah, este maldito aglomerado de folhas, com linhas e mais linhas de palavras e frases, trazendo um sentido totalmente sem nexo, coincidências e acasos totalmente inaceitáveis e a porra de um exército de crianças extremamente estereotipadas levando o termo “soldado” ao máximo de sua ignorância e falta de valor, me dando a certeza de que quem produziu o filme e/ou o livro não fez nem uma singela pesquisa na rotina e Princípios Estratégicos Militares.

O filme não dá ao espectador uma noção do ambiente em que se encontra, explica sobre “As Ondas” de maneira muito superficial só para te trazer na situação atual de nossa personagem. Romances sem nenhuma justificativa e uma lição de moral à humanidade tão fraca que se não tivesse, também não ia fazer diferença…

Agora imagine a minha cara ao saber que este filme é uma adaptação de uma trilogia de livros…

Nota: 0,00 (Não temos uma imagem para um filme deste)

Diretor: J Blakeson

Adaptação da “Obra” de Rick Yancey

Rafael Peregrino

Musica, filmes e livros me definem. Um violão, um café, um papel e uma caneta me descrevem. Mas quem eu amo pode sempre dizer mais de mim Do que eu mesmo