Nazistas e a guerra química

Guerra química

Em 1943, nos campos de treinamento da Wehrmacht, chegou uma diretiva dispondo que, sem demora proceder-se o treinamento de pessoal especializado em guerra química, a fim de integrar unidades especiais. A Alemanha dispunha nessa época, de duas grandes escolas de guerra química e alguns regimentos especializados. A essas escolas foram enviados os oficiais e praças designados para receberem instrução especializada.

Os alemães haviam iniciado a guerra com uma organização relativamente adequada para o desenrolar de uma possível guerra química. Cada soldado dispunha, como parte de seu equipamento, máscara contra gás e capa anti-vesicante. Os regimentos, comandos e unidades menores tinham, além disso, grupos anti-gás constituídos por um cabo e três soldados especializados em guerra química.

Nos comandos das grandes unidades operativas havia também um oficial anti-gás, que contava com um laboratório especializado, depósitos e manutenção de meios químicos.
Até os primeiros anos da guerra, as armas químicas não mereciam um grande interesse por parte da Alemanha, visto que seus tanques estavam em condições de aniquilar qualquer inimigo. Tanto assim que, tanto nas operações desenvolvidas na Polônia e na França, nenhum desses países utilizou elementos químicos, fosse por falta destes ou por intenções manifestas de não recorrer a tal método.

 

Alguns soldados utilizando trajes anti-gás

Mais tarde na URSS, em algumas oportunidades foram utilizados projéteis químicos. Em todos os casos, no entanto, se presumia com fundamento que isso era devido a erros na entrega das munições. Os alemães, em suas rápidas investidas iniciais, tomaram algumas vezes depósitos de elementos químicos. É sabido, entretanto, que os russos não utilizavam essas armas, num subentendido acordo com seus inimigos, que tampouco as utilizavam. No referente a guerra bacteriológica, o mesmo se pode dizer. Em nenhuma oportunidade foi usado este meio de guerra para entorpecer ou deter os movimentos do inimigo. Nas oportunidades em que foram constatados poços com água contaminada, os alemães interpretaram que se tratava de pura casualidade, não culpando os russos. Tampouco os alemães, por sua vez, recorreram a guerra bacteriológica.

Em 1943, do comando Supremo se originaram ordens no sentido de as defesas anti-gás serem reforçadas nas diferentes unidades. As razões da ordem citada não vieram a público. Se supõe, contudo, que a Alemanha esperava uma possível ofensiva química do inimigo.

Com efeito, se deve destacar que os serviços de informações alemães haviam antecipado que a Inglaterra e os Estados Unidos estavam preparados para este tipo de guerra. Em Dacar, foi registrada a chegada de mais de 6.000 toneladas de materiais químicos, destinados a algumas operações bélicas. Tampouco se deve desprezar o fato de que a Alemanha se preparava para lançar uma ofensiva surpresa contra os exércitos inimigos. Tudo isto é, no entanto, simples suposições.

Durante a guerra, a indústria alemã produzir grande quantidade de produtos químicos. Estes, penetrando sobre o uniforme do inimigo, perfuravam também a pele. Outros, por sua vez, ao serem aspirados, paralisavam o sistema nervoso do combatente, provocando a sua morte por asfixia em poucos minutos.

Porem a grande guerra química foi travada dentro dos campos de concentração, na qual milhões de judeus foram assassinados pelos nazistas com uma arma letal, o Zyklon B.

Pesticida utilizado para matar os judeus nas câmaras de gás dos campos de concentração

 

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Biro

Um autodidata apaixonado por Leonardo da Vinci, Boeing 737, Segunda guerra mundial, Carl Sagan e principalmente pela vida.

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