Jessica Jones – Review

‘Neste exato momento, estou assistindo o 12º e penúltimo episódio da segunda temporada de Jessica Jones, produzida e distribuída por nossa amada Netflix (que ainda não entrou em contato com a gente a respeito de nossos honorários) e ainda estou tentando acreditar que finalmente já está acabando.

Não é só pela matéria que estou escrevendo, na realidade nem tinha a intenção de postar algo sobre isso. Mas é que comecei a assistir e fiquei impressionado como pode decair tanto uma série, de uma temporada a outra. Não que a primeira foi uma obra prima, tinha seus defeitos, mas o elenco ajudou muito, o vilão foi convincente e a trama me fez ficar atento e curioso sobre o desenrolar.

Mas essa segunda temporada, pareceu mais um Filler na minha opinião, um aprofundamento dos personagens que rodeiam a protagonista. Desde de sua melhor amiga, Patsy Trish Walker, seu estagiário seguido de sócio e marceneiro nas horas vagas, Malcolm Ducasse e, por último, sua mãe e vilã da temporada.

 

Sobre os 13 episódios, não tem muito o que falar. Entendemos como os poderes surgiram na vida de Jessica e também como podem atrapalhar. Vemos as consequências que o assassinato de Killgrave desencadeou na reputação dela, agora ela é conhecida como heroína/justiceira, isso mostra o conhecimento da população a respeito dos heróis de Nova York, intitulados aqui como “Defensores”. Eles, por sua vez, não conseguem salvar seus próprios núcleos. Os únicos que realmente mostram conteúdo merecedores de mais de dez horas de atenção, são Demolidor e Justiceiro, isso por que a violencia gratuita e o roteiro bem fechado conseguem receber grandes elogios internet a fora. Punho de Ferro e Luke Cage são ataques de oportunismos que se sustentam às custas dos pioneiros da parceria Marvel/Netflix.

 

Voltando ao assunto, a respeito das falhas e erros que a série comete. Os poderes são algo que me incomodaram um pouco enquanto assistia toda a temporada, não parece que temos noção do real poder de Jones, no final de 2015, quando nos é apresentado a nossa detetive alcoólatra e com sintomas de depressão, ela me pareceu mais forte e com mais habilidades, salta de prédios com facilidade e arrebenta muito mais paredes do que neste ano, ela continua só desviando e empurrando os bandidos, seria interessante ela ter umas aulinhas de artes marciais com alguém deste universo, mas que isso não dure mais que um ou dois episódios, fico imaginando uma tela preta e a frase na tela: “Seis meses de treino depois…”.

A parte “vilanesca” da trama tenta preencher espaços que não haveriam a necessidade de tal feito, não precisa ser explicado ao estilo “Christopher Nolan” sobre a origem dos poderes e com excesso de background, eles existem e ponto. Agora, colocar um médico com boas intenções e a mãe com grande transtorno bipolar como o grande mistério a ser desvendado é um plot muito fraco, na minha humilde opinião.

Por fim, a segunda temporada de Jessica Jones pode ser assistido entre cochilos e desmaios, perdendo alguns episódios tranquilamente. Não merecendo mais do que 2,25 MotherFucker, sendo salvo pelos núcleo sem poderes de advogados, jornalistas e detetives que completam o elenco.

Ps.: Acabo de terminar a segunda temporada no momento em que termino de escrever, concluo que não preciso nem editar ou adicionar nada ao texto acima.

Caso você, nosso amado Geek, tem uma opinião contrária a minha ou concorda plenamente, não deixe de conversar conosco.

Grande abraço e até a próxima:

 

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Rafael Peregrino

Musica, filmes e livros me definem. Um violão, um café, um papel e uma caneta me descrevem. Mas quem eu amo pode sempre dizer mais de mim Do que eu mesmo