O Saudosismo dos consoles custa tão caro?

Fala, Geeks!

Se você é como eu, que teve uma infância rodeada por videogames, seja dentro de casa, locadoras ou fliperamas, você realmente foi feliz e nem sabia. Mas tem gente por aí cobrando caro para podermos relembrar nosso tempo de “ficha”.

Em lugares como esse que pude conhecer o Nintendo64, Sega Saturno e Playstatio 2. Em época que alugava-se o Memory Card ou alugava para jogar a noite inteira, no “Corujão” ou “Frag Night”.
Sexo, drogas e Rock and Roll? Não, obrigado. Estou de boas aqui, jogando Mortal Kombat, Street Fighter, The King of Fight, Marvel vc Capcom, Contra, Metal Slug e Cadilac Dinossauro.

 

A ERA DIGITAL VS CONSERVADORISMO

A era digital veio para ficar, isso é fato. É inevitável que, daqui a alguns anos, a venda de jogos em mídia física se torne obsoleta, com  internet cada vez mais rápida e memórias mais amplas, as versões digitais vão dominar o mercado. Além de ser uma opção mais barata e distribuição mais rápida, a mídia digital pode proporcionar ao jogador comodidade de poder comprar e instalar o jogo sem sair de casa ou até mesmo pelo Smartphone, não ocupa espaço físico e não deteriora. Claro que existem ainda os saudosistas, aqueles que permanecem com seus jogos favoritos juntando poeira em suas prateleiras e os reorganizando de data de lançamento para ordem alfabética, ou vice versa. Não me julguem pela minhas palavras, pois eu mesmo sou um desses e jamais vou me abdicar de minha coleção do amado Play 3, ainda sofro muito quando tento lembrar em que parte da vida eu deixei de lado meu Play 1 e 2, além do meu primeiro amor, o Mega Drive.

Os jogos de 8 e 16 bits são ainda mais persistentes. Quando se trata de amores antigos e imaculados, seus consumidores (que não são poucos) restauram e/ou preservam seus consoles mais datados, usufruem com frequência o prazer de jogar em uma dimensão 16:9 e, acreditem, numa televisão de tubo. Alem de terem seu mercado próprio, como compra e vendas de consoles, as vezes NA CAIXA, jogos e acessórios, serviços e assistências, movimentando e fortificando a divulgação os anfitriões “Leitores de Cartuchos” e não deixando-os cair no esquecimento.

Para esse tipo de consumidor, as grandes produtoras não podiam deixar de ganhar com seus filhos mais esquecidos, elas estão se aproveitando da oportunidade da tendência retrô e relançaram seus consoles, claro, nas suas versões modernas.

Comparativo do Pioneiro NES e sua versão “Classic Edition”. Menor, Mais Rapido e memoria 100x maior.

 

 

 

A embalagem do Super Nintendo Classic Edition trouxe ainda a novidade Star Fox 2, um jogo inédito que deveria ser lançado em 1996.
A Sega foi ainda mais longe, fez um console que, além de poder ler os cartuchos originais do antigo game, veio com controle sem fio, para comodidade e praticidade. Uma versão pocket também chegou ao mercado.

 

Empresas como Nintendo e Sega já lançaram seus consoles reestilizados, dispondo de um HD com todos os jogos de cada família. Claro que o brasileiro não pode ouvir essas notícias e ficar quieto, foi logo criando seus próprios branco de dados em formatos de todo e qualquer console já comercializado. Você pode encontrar desde o Nintendinho, Megadrive, Nintendo64, até Mastersystem e Playstation 1. E não são apenas os games separados de cada empresa, são TODOS já lançados, com mais de 40.000 jogos emulados, esses mini-consoles estão fazendo a festa no mercado brasileiro, inclusive, temos até mesmo no formato Fliperama, todo personalizado com impressões do game favorito, para 1 ou 2 joysticks.

Para jogar, basta plugar o cabo de força e conectar na TV. As versões destes produtos variam entre 300 e 1.000 Reais.
As opções de personalização são infinitas, podendo encolher a impressão, a cor dos botões e do Joystick, além de poder vir no formato “Armario”, propícios aos ambientes comerciais, como bares, butecos e budegas cheias de adultos deprimidos e frustrados por não poder mais gastar seu tempo e dinheiro nas “Fichas do Flipe”.

Recentemente foi divulgado que a Atari entrará na briga e lançará seu mais novo produto, o Atari VCS, com design que lembra a versão 2600, mas totalmente moderna e digital, sem entrada de mídia física, com um controle mais atual, com os comandos e fisionomia bem parecidos com o Xone e também com o joystick clássico (igualmente modernizado). Além de servir de acervo para todos os jogos Atari, rumores garantem que o VCS entrara para o mercado Triple A.

Do clichê ao Original. Atari consegue inovar com o VCS mesmo usando suas linhas mais clássicas. Contudo, parece que toda a força criativa foi usada CPU e o controle ficou como plagio descarado de uma determinada empresa “X”. Seu valor ainda não foi divulgado, mas pode chegar aos 250 dólares.

A pergunta que vem a tona é, lá fora temos esses equipamentos que variam de 80 a 200 dólares, aqui no Brasil somos assaltados com quase 1.000 reais. Os jogos antigos realmente são uma paixão tão cara? Qual é o valor real para você poder desfrutar novamente dos anos 80 e 90?

Para o ponta pé inicial, a Atari ja tinha comercializado sua versão classic edition. Mas agora o intuito da empresa é abraçar um mercado mais aberto, nos games sem exclusividades.

 

Claro que temos de avaliar os direitos legais de venda de cada um dos jogos e da propriedade de nomes e imagens dos consoles (não estou falando das versões brasileiras), mas será que realmente esse é o preço para voltar a ser criança?

 

Bom, deixem seu feedback, comentem quanto pagariam para reviver as lembranças e se alguma televisão já estragou na mão de vocês de tanto jogar videogame.

Rafael Peregrino

Musica, filmes e livros me definem. Um violão, um café, um papel e uma caneta me descrevem. Mas quem eu amo pode sempre dizer mais de mim Do que eu mesmo