A Perfeição de The Last of Us e a Responsa da Sequencia ser Melhor

Os jogos de vídeo game podem ser separados nas seguintes categorias: péssimos, horríveis, ruins, suportáveis, OKs, legais, bons, excelentes, magníficos, maravilhosos e, acima de todos eles, temos The Last of Us.

Poderia falar que a culpada de tudo isso é a  Naughty Dog, uma produtora que sempre criou jogos COMPLETOS, desde a jogabilidade fluída, gráficos que iam além de seu tempo, roteiros e narrativas perfeitas. Até nas formas mais sutis, como a ambientação em seus mínimos detalhes, a inteligência artificial e personalidade do personagem principal e coadjuvantes. Naughty Dog cria perfeitas obras de artes, juntamente com sua equipe, tais como as trilogias de Jak e Crash Bandicoot e seus respectivos jogos de corrida, também o aclamado Uncharted. Mas, em The Last of Us, é injusto dar o crédito todo à produtora da Sony. Para falar mais sobre esse jogo, por favor, continue lendo com a seguinte trilha sonora:

Não se sabe como, mas um vírus se alastrou sobre o planeta da forma mais contagiosa possível, pelo ar (até aqui, seguimos o velho clichê). Além, é claro, através de contato direto com o sangue, os esporos expelidos de, o que poderia ser uma espécie de planta ou coral, traz tormento e agressividade ao portador do parasita, após muito tempo exposto ao ar infectado, o hospedeiro da “doença” cria uma crosta em ferimentos abertos e floresce um certo tipo de crosta em sua cabeça, no estágio final todo o corpo do indivíduo fica repleto da matéria orgânica e este mesmo começa a gerar os esporos venenosos.

Vemos nosso personagem principal, Joel, com sua filha Sarah e seu irmão Tommy tentando fugir da cidade por conta do surto que está ocorrendo, ainda sem sabermos ao certo o que está acontecendo, encontramos já de cara o maior desafio que teremos no jogo apocalíptico, o Homem. Vemos Joel como um possível pacifista, mas disposto a fazer o necessário para defender sua família; Tommy, um colonizador que pretende a qualquer custo ter sua vida segura; o soldado (que pode ser representado pelas milícias que surgirão ao longo da trama) que não fará nada além do ordenado; e Sarah, que ilustra brevemente a parte inocente, indefesa e que precisa ser protegida. Joel, com o passar dos 14 anos da morte da filha pelo soldado, se transforma em um personagem diferente, que garante apenas o dele e se atenta unicamente aos seus interesses. Nesta nova perspectiva, as quatro características citadas acima serão, sem sombra de dúvidas, um estorvo em sua vida.

Tudo corre bem, até a chegada de Ellie, uma “encomenda” que acaba trazendo novamente, a sensação de paternidade no coração de Joel. a partir daí, vemos um dos maiores laços de amor e lealdade que um jogo já trouxe. Emocionante, comovente e surpreendente. Ao final  do jogo, tive a certeza que presenciei a maior aventura de minha vida e hoje, ainda não consigo comprar nada com The Last of Us.

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Eu ainda sou um jogador da geração passada, ainda não tive muitos momentos no Playstation 4 e minhas horas de gameplay se resume em alguns finais de semana com meu irmão. Por isso, peço desculpas adiantado se, na sua opinião, já tem coisa melhor que este jogo. Para mim, com toda a experiência que tive com o gênero Survivor Horror e tantos outros que me agradam, não posso pensar em outro que me tenha aprofundado tanto na psique de um personagem, ou me dedicado tanto quanto eu fiz para explorar o universo projetado por Jacob Minkoff. Os diálogos alimentam ainda mais sua curiosidade a respeito de onde nos encontramos, o cenário nos faz pensar sobre os efeitos que o homem causa, ou deixa de causar na natureza, as relações que Joel tem com todos que aparecem no desenrolar da história, o roteiro do jogo e a ideia fantástica de dividirem os atos pelas estações do ano, trazendo a ambientação, figurino, regiões, personagens e experiências distintas para o verão, outono, inverno e primavera. Em suma, não tem como ser mais perfeito um jogo do que este. Mas aí, temos a notícia de The Last of Us Part II.

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Eu tento imaginar o tamanho do peso nas costas dos criadores, roteiristas, produtores, desenvolvedores, designers, compositores, atores e dubladores, por estarem tentando fazer algo, não somente diferente, mas MELHOR. O fato é que, não é só um jogo e sim a sequência de uma perfeita obra de arte, onde tivemos momentos únicos e reflexivos e o mínimo que se espera é que não nos ofereçam mais do mesmo. a Parte II precisa trazer elementos do primeiro jogo, com certeza, tais como personagens e cenários, mas também há a necessidade de surpreender e nos satisfazer. Não tem como dar errado com Joel e Ellie no centro da trama, até porque, algo ficou pairando no ar na última cena e precisamos entender mais a respeito de Joel, um flashback seria muito interessante, assim poderíamos entender a razão de ele ser tão rabugento, aventuras dele com Tess seriam muito bem vindas.

O passado de Ellie já está mais que satisfatório, depois de ter jogado vivenciado a DLC Left Behind. Para mim, aquilo já basta.

Como um todo, não poderia dar menos que 5 MotherFuckers ao game, apesar da edição e masterização da dublagem me incomodar um pouco, entendo que não é culpa do produto final e sim um trabalho de localização.

 

Enfim, a respeito da sequência, sabemos que o jogo sofreu constantes trocas de funcionários e colaboradores ao longo do seu desenvolvimento, de março pra cá, a última notícia foi que o Diretor do jogo, Neil Druckmann, é agora vice-presidente da Naughty Dog,  “Em reconhecimento ao seu papel importante, contribuindo para grandes decisões do estúdio, Neil Druckmann é agora vice-presidente da Naughty Dog. Ele tem sido uma parte vital da equipe de gerenciamento há algum tempo, e estamos orgulhosos de reconhecer formalmente seu envolvimento. Além de sua nova posição, Neil continuará como Diretor Criativo em The Last of Us Part II”. Declarou Evan Wells, atual presidente da companhia. Mais novidades, somente em Junho, na E3 2018.

 

E vocês, amados Geeks, acham que exagerei na opinião? Qual é o melhor game, seguindo os seus critérios?

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Rafael Peregrino

Musica, filmes e livros me definem. Um violão, um café, um papel e uma caneta me descrevem. Mas quem eu amo pode sempre dizer mais de mim Do que eu mesmo