Santa Clarita Diet e as Vacas Magras da Comédia

FALA NERDS! Shaq de volta por aqui para falarmos gênero que eu mais curtia, depois deixei de gostar e agora não suporto: COMÉDIA! E também de zumbis (se você não gosta de zumbis volte cinco casas), hoje vamos falar de Santa Clarita Diet e o decaimento da comédia na tv.

Sobre a parte de comédia, sim é sério, não consigo mais assistir nada relacionado a comédia, com raras exceções de fórmulas prontas que vêm se arrastando desde o fim dos anos 2000 (bj Warner) e alguns poucos comediantes stand-up. A comédia requer timing e um talento que pouquíssimos possuem, e aqueles que não o tem nos submetem a longas e tortuosas temporadas (ou especiais) de punchlines fracas e referencias sem nexo. Nesse mar de zero novidades e criatividade praticamente nula encontrei uma série que se escora em momentos tragicômicos (odeio essa palavra, mas não cabe outra) e situações hiperbólicas para uma crítica ao modo de vida contemporâneo do século 21.

Santa Clarita, não é bom e é clichê, porém, é engraçado! A hipérbole de situações absurdas, agravadas com a carga de não se saber se está morto ou vivo e ainda ter de manter um relacionamento, cuidar da família e manter a aparência para os vizinhos, consegue tirar algumas (fáceis) risadas apesar do fraco roteiro, não espere nenhuma atuação descomunal, nem plot twist inovador, mas o importante é: uma série de comédia que faz rir.

Como disse no início do texto, já gostei muito de comédias, hoje é um gênero que não me faz brilhar os olhos, salvo especiais de Chris Rock e Dave Chapelle que são pontos fora da curva, hoje os enlatados do prime time da TV americana podem estar passando, enquanto mexemos no celular e fingimos que olhamos para a tela da televisão, eles não chamam a atenção, não há nada de novo, a única coisa da comédia, nos últimos tempos que fez algo diferenciado, foram as primeiras temporadas de The Big Bang Theory, que hoje sentou em cima do próprio comodismo e dá voltas para manter a audiência o máximo que puder até o fim do contrato dos atores.

Ainda sobre a série vale gastar um tempinho pelo menos para a primeira temporada, são 10 episódios por temporada, com um humor bem peculiar, pitadas de terror (por falta de melhor definição) e um história de background que é no mínimo interessante. A forma como o roteiro é construído e como os personagens se relacionam me lembraram muito Dexter, pela banalização do assassinato e do canibalismo por exemplo, e essas banalizações são justificáveis para a interpretação de algo maior, que não vou dizer, você vai ter que assistir!

NT: vou fazer um review da série quando finalizar a segunda temporada

Lucas Barbosa

nerd, rap addicted, acha que entende futebol americano e tenta ser podcaster.

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