Lançamentos de Livros Clássicos, Para Deixarem de Ser Velhos

Estamos na geração de redescobrir os clássicos, de visitar novamente os lugares inóspitos de filmes antigos e muitas fezes até com uma novas receitas, acrescentando uma porção de alta definição, com uma pitada de novos atores e mudando o enredo a gosto.

Estamos falando dos Remakes e dos Reboots que chegaram em massa nos últimos anos.

Mas o que está em foco no post de hoje é algo mais voltado nas páginas impressas de um bom livro e suas republicações.

 

Algumas editoras estão tento este trabalhado, para a alegria de muita gente que leu e quer saber mais com conteúdo extra, prefácio e prólogos, notas do autor e até mesmo partes exclusivas e inéditas, ou para as pessoas que nunca leram, assistiram apenas o filme ou até mesmo para os que já ouviram falar mas nem sabiam que era uma obra literária.

Estou escrevendo tudo isso pois, além de recentemente ter me aproveitado de clássicos, como Isaac Asinov, Jon Russo e Stephen King, meu irmão entrou na onda das republicações e está lendo nada mais, nada menos do que Drácula de Bran Stoker, um garoto que com 14 anos de idade se voltou à tudo que remete aos anos 90 e 80, muito antes de ser encontrado numa lata de lix… nascer.

Clássicos estão ganhando espaços nas prateleiras e estantes, com tanta importância monetária e super valorização, que me fez visitar novamente as seções de literatura dos sebos. Essas novas capas em contos batidos ficam muito mais caras para quem quer apenas ter em mão uma boa obra literária, ainda afirmo e aponto seu principal motivo para tanta valorização destes nixos: A baixa qualidade dos romances Jovem/Adulto de hoje com o único intuito de virarem adaptações cinematográficas.

Não temos nenhum título que nos de certeza a do prestigio merecido depois de 20, 30 ou até mesmo 40 anos após sua publicações, tem obra que já foi esquecida até por seus próprios autores, as obras que estão saindo ultimamente são fracas e muito batidas, clichês popularizados e plots bem previsíveis. Focando muito nos universos pós apocalípticos e sempre tendo um romance “proibido” para poder temperar um prato (muitas vezes) sem sal. O pior de tudo é que esses Best Sellers estão servindo de abrigo para os corações desiludidos e inexperientes, que veem entre as linhas destas paginas um sentido em suas vidas. Não estou falando apenas de 50 Tons, Maze Runner, Convergente, Os Instrumentos Mortais, Eu Sou o Numero Quatro, A Culpa é das Estrelas entre outros, estou falando de pequenas tiragens feitas como reciclagem de tantos e tantos trabalhos muito mais originais e competentes do que se pode comparar, e tem gente que ainda dá o nome disso de “Fan Service”.

Com toda essa falta de ideias em novos romances, essas editoras que deram início ao texto que escrevo, estão trazendo títulos antigos que já fizeram muito sucessoem suas épocas, isso tudo com o pretexto de “não mexer no time que está ganhando” … Mas que não deixa de ser, realmente, uma excelente ideia. Alguns poderiam chamar isso de oportunismo, eu prefiro achar que é uma resposta das editoras ao nossos pedidos de socorro, muita gente está tendo a oportunidade de conhecer só agora títulos clássicos, que já tiveram suas adaptações e elas, por sua vez, estão recebendo seus remakes com novas versões em filmes e series.

Segue abaixo alguns livros que estão sendo republicados, com suas respectivas editoras

  • 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Arhur Clarke. Alehp
  • Androides Sonham Com Ovelhas Eletricas?. Aleph
  • Donnie Darko. Richard Kelly. DarkSide
  • Eu sou a Lenda. Richard Matheson. Aleph
  • Eu,Robô. Isaac Asimov. Aleph
  • Willian Peter Baltty. DarkSide
  • Laranja Mecanica. Anthony Burgess. Aleph
  • Planeta dos Macacos. Pierre Boulle. Aleph
  • The Warriors. Warren Miller. DarkSide

Percebam que citei apenas duas editoras, pelo único motivo de elas estarem trazendo meus maiores interesses no quesito “Literatura Clássica”. Caso tenham algum título em especial, ficaremos felizes em saber. Comentem, Geeks.

Rafael Peregrino

Musica, filmes e livros me definem. Um violão, um café, um papel e uma caneta me descrevem. Mas quem eu amo pode sempre dizer mais de mim Do que eu mesmo