Eu, Robô – Isaac Asimov

O que temos, na verdade é o Presidente e fundador da U.S. Robots and Mechanical Men Inc, Dr. Alfred Lanning vivido pelo ator James Cromwell que aparece vez ou outra na narração do livro.

O livro mostra um jornalista entrevistando a Dra. Susan Calvin, Psicologa Roboticista e funcionaria de alta patente da unica empresa universal a ter o direito da fabricação de robôs humanoides. Durante a conversa ela conta as dificuldades que a empresa teve para chegar ao ponto que estão hoje. O ano é de 2057 e ela esta em seus últimos dias de vida, aos 75 anos ela inicia a narrativa ao jornalista (e ao leitor) voltando 55 anos no tempo.

Muitos contos são unidos por essa entrevista, pois no inicio de sua carreira como escritor, Isaac Asimov demorou 30 anos para publica-los. Apenas em 1950 a primeira edição com toda a coletânea sendo narrada por Susan foi lançada.

As estórias são envolvidas principalmente com os protótipos de cada modelo lançado pela U.S. Robots e seus “defeitos de fabrica”. Existem dois funcionários que são, basicamente, os beta tester desses modelos, são eles Mike Donovan e Gregory Powell e funcionam bem como um alivio cômico aos plots que cada capitulo mostra. Os defeitos apresentados nos robôs são meio que misteriosos e dão um ar um tanto quanto macabro no inicio,mas como são narrativas de algo que ja se passou,o leitor segue sempre para a solução de cada um.

Dou uma enfase gigantesca ao primeiro capitulo, “Robbie” e também a “Mentiroso”, para mim os melhores.

Uma diferença que surpreende na leitura é como imaginava Asimov os robôs, as descrições envelheceram bem, com olhos feitos de lampadas de filamento e a fala transmitida por diafragmas mecânicos, nada era hidráulico e nem se imaginava a ideia conectividade sem fio. Pelo filme se passar no ano de 2035 e pelo livro não mostrar como o Dr. Alfred Lanning morreu, pode ser que os dois coexistem no mesmo universo, sabendo que as duas mídias rodeiam as Tres Leis da Robotica:

  • 1ª: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • 2ª: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  • 3ª: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

O que se põem a todo momento é a evolução do ser humano e sua existência sendo confrontada com seu avanço, nisso Isaac Asimov concluí:

“Afinal, para começar, esse tem sido o desafio desde que certo grupo de primatas tornou-se humano. Qualquer  avanço tecnológico pode ser perigoso. O fogo era perigoso no princípio, assim como (e até mais) a fala – e ambos ainda são perigosos nos dias de hoje-, mas os seres humanos não seriam humanos sem eles.

Rafael Peregrino

Musica, filmes e livros me definem. Um violão, um café, um papel e uma caneta me descrevem. Mas quem eu amo pode sempre dizer mais de mim Do que eu mesmo